domingo, 30 de outubro de 2011

Elas estão dominando o planeta

Cresce o numero de mulheres que deixam de lado a tradição de serem donas de casa ,e vão as ruas competir com os homens em busca de sua independência financeira e perante a sociedade .

Profissões que nunca antes imaginada com uma mulher no comando hoje estão se adaptando a essa rotina, uma delas é a de motorista de ônibus, ainda não muito comum para passageiros que estão aos poucos se acostumando a serem conduzidos por senhoritas.

Emanuella Galvão de 28 anos motorista de ônibus na cidade de São Paulo diz: “quando paro o ônibus no ponto e o passageiro é homem muitos desistem da condução o preconceito é grande, mas sou mulher e já conquistamos tantas coisas como o direito de votar não vou desistir é melhor eles se acostumarem’’.

Além dos desafios que enfrentam no dia-a-dia, enfrentam a revolta dos maridos que muitas vezes não aceitam o fato delas terem um salário maior. Alguns machistas ainda acham que lugar de mulher é em casa.

 Juliana Molina de 32 anos policial militar relata: ”tenho dois filhos meus o maior apoio vem deles, pois, quase coloquei um ponto final no meu casamento de 12 anos por conta da minha profissão meu marido que é pedreiro não aceitava o fato de depois de tento tempo sem trabalhar o meu retorno o mercado e ainda como policial’’.

São muitas as mulheres que estão dando este grito de independência, já é muito comum encontra-las em cargos de liderança , mas segundo ainda é difícil lidar com o público masculino ,eles não aceitam dividir espaço com elas . Com esse  novo cenário também é aberto mais espaço para uma profissão um tanto desvalorizada no mercado , é o emprego domestico se elas estão indo para as ruas quem fica em casa?

É isso mesmo as secretarias do lá, enquanto umas vão trabalhar fora outras vão trabalhar na casa d o outros .

Maria Aparecida de 42 anos empregada domestica há 15 anos diz: ”eu cuido da casa da minha patroa como se force a minha pois ela sai pela manhã e retorna só a noite então quem manda na ausência dela sou eu , eu conheço melhor a casa do que ela que é dona’’.

Mas o maior incentivo para essas mulheres que elas não são as únicas uma vez que estudos comprovam que entre homens e mulheres que iniciam uma faculdade, elas são o maior numero de formação, ou seja, elas estão se preparando melhor para o mercado, e virão muitas outras gerações de mulheres como estas.

                                                                                                       Caroline Santos

Um jovem e os sonhos

“Família pra mim é boa em porta retrato’’, esse é um dos comentários polêmicos feitos na ultima sexta feira pelo estudante de jornalismo Luiz Henrique Silva Costa Pereira de 20 anos Em entrevista a as colegas de classe de sala.
Luiz comenta como lidar com a independência que tem, hoje aos 20 anos mora com quatro amigos nascido de uma gravidez precoce nasceu quando o pai tinha 15 anos.
Comenta: ”Minha relação com o meu pai é uma relação de amigo eu não o vejo como o pai, pra mim esse titulo de pai eu entrego ao meu avô que foi quem me criou”.
“Meu avô é meu maior ídolo ele é o cara que mais amo na vida”, confessou.
Segundo ele sua referencia no jornalismo é o avô que é jornalista esportista. ”No começo minha relação com o jornalismo foi influenciada pelo meu avô agora já uma coisa minha já sei exatamente o quero do jornalismo, quero ser correspondente de guerra”, relatou.
Como todo adolescente que tem ma boa base familiar tem o sonho de formar sua própria família. ”Quero ter dois filhos quero ser um excelente pai”, comenta.

Caroline Santos




Com o auxilio de programas sociais jovens da classe C chegam à universidade

Dados do MEC (Ministério da Educação) revelam que cresceu o número de jovens da classe C no ensino superior. Esse acesso aumentou devido ao Prouni (Programa Universidade Para Todos), considerado pelo órgão “o maior programa de bolsas de estudo da história da educação brasileira”. De 2005 a 2009, o ProUni ofereceu quase 600 mil bolsas de estudo em aproximadamente 1,5 mil instituições de ensino em todo o país.
Tatiane Viana, de 21 anos, estudante de psicologia e bolsista do programa relata: “Se não fosse pelo Prouni, eu não teria chegado à faculdade, minha mãe é empregada doméstica, com a renda dela mal dá  para comer, imagine chegar à faculdade. É por isso que aproveito o máximo que posso, tenho certeza de que existem vários outros que gostariam de viver o que eu estou vivendo nesse momento – o sonho de uma vida melhor que começa com meu acesso à faculdade”.
O programa inclui iniciativas como a concessão de um auxílio de R$ 300 para alunos com bolsa integral matriculados em cursos com carga horária de pelo menos seis horas diárias (bolsa permanência). Os bolsistas também têm prioridade no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) do MEC e um convênio firmado com a Caixa Econômica Federal (CEF) para oferta de estágios a beneficiados pelo projeto.

Baseando-se na qualidade do ensino público brasileiro, a eficácia do Prouni é criticada por alguns, como comenta a estudante Sabrina Pontilhão de Almeida, de 17 anos. “Estou terminando o ensino médio agora, mas não sei se vou fazer faculdade. Trabalho desde os 16 anos e estudo desde sempre em escola pública, mas a qualidade de ensino não é igual à de quem tem condições de estudar em escolas particulares e que não precisa trabalhar. Então mesmo com o Prouni imagino que seja difícil chegar e manter-se na faculdade.”
Os requisitos para obter a bolsa do programa são: ter prestado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e obtido, na prova escrita e na redação, nota média igual ou superior a 45; ter renda familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 817,50, em valores de hoje), para concorrer à bolsa integral; ter renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.635), para concorrer à bolsa parcial de 50%; ter cursado o ensino médio em escola pública, ou o ensino médio em escola privada com bolsa integral, ou ser portador de deficiência física.
Quem conhece bem o programa sabe que ainda não é o sufiente nem perfeito, mas reconhece que é uma das portas de entrada para a mudança no quadro da educação brasileira. A turismóloga Camila Queiroz, de 24 anos,formada pela universidade Anhembi-Morumbi e bolsista da primeira turma do programa lembra:“Nem sempre conseguimos a bolsa onde queremos estudar, tem o problema da distância,às vezes há discriminação por ser bolsista. Mas nada se compara à emoção de saber que você conseguiu entrar na faculdade, sair dela e cair no mercado.Isso só me leva a torcer para que, assim como o Prouni, venham outros programas que permitam a outros jovens chegarem aonde cheguei”.
Até agosto de 2010, as universidades federais ofereciam 113 mil vagas gratuitas e contabilizavam que os investimentos teriam passado de 20 bilhões para 60 bilhões durante o governo Lula, prometendo aumento das vagas para 250 mil até 2014.
Caroline Santos